A resposta curta
O lucro da obra é a receita total menos o custo total daquela obra — incluindo os aditivos aprovados dos dois lados. Expresse-o como margem (lucro ÷ receita) para comparar obras de tamanhos diferentes, e como markup (lucro ÷ custo) só quando precisar saber quanto foi somado ao custo. Receita não é lucro, e um sinal de entrada também não é.
Definições
- Preço do contrato
- O que o cliente concordou em pagar pelo escopo original.
- Receita e custo dos aditivos
- Escopo adicional aprovado. Os dois lados precisam ser contados; somar a receita e esquecer o custo é um dos jeitos mais garantidos de superestimar o lucro.
- Custo da obra
- Todo custo que a obra causou, pelo custo com encargos — tema de custo real da obra.
- Margem de lucro
- Lucro ÷ receita. A parte do dinheiro do cliente que ficou com você.
As fórmulas
Receita = preço do contrato + receita dos aditivos aprovados
Custo = custo da obra + custo dos aditivos
Lucro = receita − custo
Margem de lucro = lucro ÷ receita
Markup sobre o custo = lucro ÷ custo
Exemplo prático
Um contrato de R$ 24.000,00 que custou R$ 17.500,00 para executar, mais um aditivo que acrescentou R$ 2.200,00 de receita e R$ 1.600,00 de custo:
- Receita: R$ 26.200,00
- Custo: R$ 19.100,00
- Lucro: R$ 7.100,00
- Margem de lucro: 27,10%
- Markup sobre o custo: 37,17%
Aqui o aditivo foi precificado com uma margem praticamente igual à do contrato base, então acrescentou lucro em dinheiro sem mexer na margem da obra. Se ele tivesse sido precificado com uma margem mais fina, ainda acrescentaria dinheiro, mas puxaria a margem da obra inteira para baixo — e só um desses dois fatos aparece se você olhar apenas para o valor em dinheiro.
Quando o markup não tem resposta
Se o custo é zero, o markup é indefinido — não dá para expressar o lucro como percentual de nada. A RHACOVA mostra isso como desconhecido em vez de imprimir 0% ou infinito, porque um número fabricado em um relatório de lucro é pior do que uma lacuna admitida. A mesma regra vale para a margem quando a receita é zero.
O lucro só é final quando a obra é
O lucro de uma obra muda até a última fatura, a última nota do subempreiteiro e a última visita de garantia. No meio da obra, o que você tem é uma projeção: custos comprometidos mais previsão mais realizado até agora. Tratar um número do meio da obra como final é como uma obra lucrativa vira surpresa. Comparar o resultado final com o orçamento é o tema de orçado vs realizado.
Erros comuns
- Contar a receita do aditivo e esquecer o custo do aditivo.
- Tratar o sinal de entrada, ou o saldo bancário, como lucro.
- Comparar obras pelo lucro em dinheiro em vez da margem.
- Encerrar uma obra antes de chegarem as últimas notas dos subempreiteiros.
- Excluir as horas do dono na obra, o que faz obras pequenas parecerem muito melhores do que são.
Respostas rápidas
- Aditivos entram no lucro da obra?
- Sim, dos dois lados. A receita do aditivo aprovado aumenta a receita e o custo dele aumenta o custo. Contar só a receita superestima o lucro.
- O lucro pode ser negativo?
- Sim. Se os custos passam da receita, a obra deu prejuízo, e apresentá-la como um pequeno lucro só adia a correção.
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Abrir ObrasComo a RHACOVA define estes termos
Todas as calculadoras, orçamentos e obras da RHACOVA usam um único conjunto de definições financeiras, escritas por extenso em vez de subentendidas. Leia a metodologia da RHACOVA para ver a lista completa de definições em que este artigo se baseia.
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